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Comboio militar


Os engenheiros reais riram quando a viram pela primeira vez. Torre de madeira sobre rodas. Altura — três alturas humanas. Dentro está um carneiro, duas dúzias de arqueiros e um estoque de potes de fumaça. "Os estepes construíram uma torre de cerco", escreveu o cronista e sorriu. Não devias.
 
A primeira fortaleza caiu em duas horas. A torre rolou contra a parede, as árvores, encharcadas com o sangue dos rogos, apagaram as flechas incendiárias. Da plataforma superior, os Skirds mataram todos os que olhavam para fora das brechas. A segunda fortaleza se rendeu sem luta quando a torre ficou em frente ao portão. O reino de Ericúria recuou pela primeira vez em cem anos.
 
A torre era uma só. A tribo não foi capaz de construir a Segunda: muito sangue de rogos era necessário. O exército real contornou a carruagem dos flancos, cortou os condutores e queimou a torre junto com a tripulação. A fumaça das toras queimadas, encharcadas com o sangue do animal, foi visível na estepe por três dias. A tribo morreu. E o trem permaneceu nos livros didáticos de assuntos militares como um exemplo de que até mesmo os bárbaros podem ensinar a Ericúria o medo. Ainda bem que os demónios não viram a arma.
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